Araruama inaugura nova Estação de Tratamento de Esgoto de Ponte dos Leites, com foco em sustentabilidade

Foi inaugurada, na tarde desta quinta-feira (13), a nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Ponte dos Leites, que passou por obras de modernização e ampliação. Projeto da Águas de Juturnaíba — concessionária do Grupo Águas do Brasil — em parceria com a Prefeitura de Araruama, a estação assume posição de destaque como uma das mais sustentáveis do país.

Tendo recebido um investimento de R$31 milhões, a estação conta com um aumento de 80% da vazão nominal de tratamento e capacidade para tratar 220 litros por segundo (l/s) e atender até 144 mil pessoas. Além disso, foi implementada tecnologia responsável por reaproveitar 100% dos resíduos decorrentes do tratamento de esgoto. 

“Estamos reinaugurando uma das estações mais modernas do Brasil, com tratamento moderno e eficiente com a capacidade para tratar até 220 litros por segundo (l/s) de esgoto”, disse o diretor-presidente do Grupo Águas do Brasil, Cláudio Abduche.

A cerimônia contou com a presença do vice-governador e secretário estadual de Ambiente e Sustentabilidade, Thiago Pampolha; da prefeita de Araruama, Livia de Chiquinho; e do conselheiro presidente da Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa), Rafael Menezes. O vereador Thiago Moura também prestigiou o evento.

“Em tempos difíceis, onde nós temos a degradação ambiental acontecendo no planeta, esta é boa notícia. É a modernização de uma estação de tratamento que hoje trata quase 70% do esgoto da população de Araruama, trazendo o retorno imediato na qualidade das águas da nossa laguna”, comentou o vice-governador Thiago Pampolha.

O diretor da Águas de Juturnaíba, Carlos Gontijo, explicou a importância do reaproveitamento de resíduos. “Os resíduos provenientes dos 7,7 milhões de litros de esgoto tratados serão utilizados para a produção sustentável de tijolos artesanais e de um biofertilizante desenvolvido com exclusividade pelo nosso time, evitando também a sobrecarga de aterros sanitários”, contou Gontijo.

Com equipamentos de última geração em um espaço total de 11 hectares — o equivalente a 11 campos de futebol —, a estação conta com duas unidades de tratamento preliminar mecanizados, dois reatores aeróbios de batelada sequenciais, três lagoas de Wetlands (sistema de tratamento de esgoto por meio de plantas), uma usina de compostagem para produção de biofertilizante e uma oficina de tijolos ecológicos artesanais.

O lodo é um dos principais resíduos da ETE, assim como as plantas das Wetlands, que passam pelo processo de poda frequente. Destes resíduos, parte das podas vai para o projeto Ecofibras, de cunho social e profissionalizante. A iniciativa promove a capacitação no artesanato de adolescentes de escolas públicas e pessoas com deficiências intelectuais e motoras.

Do lodo residual, uma parte é destinada à produção de tijolos ecológicos artesanais, em uma oficina própria da concessionária, com capacidade de produzir diariamente até mil tijolos ou pisos intertravados. Os tijolos são utilizados principalmente na recuperação do sistema de coleta de esgoto e na pavimentação das estações.

O restante do material é enviado para compostagem na própria ETE, produzindo o biossólido – fertilizante rico em matéria orgânica e nutrientes, que é aplicado em projetos de reflorestamento desenvolvido pela companhia, que já reflorestou mais de 20 hectares, equivalente a 35 mil mudas de espécies nativas, no entorno do Reservatório de Juturnaíba.

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